terça-feira, 3 de novembro de 2015

A estratégia das tesouras: indícios


Segundo a estratégia das tesouras, PT e PSDB seriam aliados e o PSDB funcionaria como contraponto para a chegada de Lula ao poder. Há indícios que podem nos fazer acreditar nisso.

- Lula comenta que em 1978 os sindicalistas, comandados por ele, foram procurar FHC para lançá-lo candidato ao Senado. Imagino que FHC ficou bem agradecido.

Veja o comentário que ele faz sobre isso aos 2:35:



- Em 92, Collor foi tirado do poder com a importante ajuda do movimento estudantil. Ele era um político que havia saído lá de Alagoas, apareceu de gaiato e estava atrapalhando. Todos sabem que ele caiu por armação de alguém, foi claramente um golpe. Houve algum "poder" que articulou para que ele saísse. Vamos chamar esse poder de "máquina". Certamente, essa máquina tinha algum motivo para ter feito isso. Ódio por Collor? Vamos pensar maior... isso é muito pouco. E se foi pela tomada do poder? Consideremos que sim. Dentro desta consideraçao, a máquina não haveria de se contentar apenas com a saída de Collor, certamente haveria planos futuros para a tomada do poder nos anos seguintes.

- Lula e Lindbergh Farias, o "líder" dos caras pintadas, por acaso, eram bons amigos  (ou parceiros?).
(**link abaixo)

- Em 94, Itamar começou o plano Real com FHC como Ministro da Fazenda, e a idéia era boa. Naturalmente ele iria eleger seu sucessor, pois os brasileiros queriam a continuidade do plano. O plano não teria sido estratégico para a eleição de FHC? Não é difícil imaginar que o plano tenha sido usado pela "máquina" como uma arma para promover a vitória de FHC.

- O principal concorrente de FHC na corrida presidencial de 1998 foi o Lula, numa época em que este não tinha condições de ganhar, pois ainda era visto como um operário e isso assustava o eleitorado. Uma pergunta: por que as eleições se polarizaram entre os 2? A imprensa sempre é responsável por promover um candidato aos primeiros lugares, e Lula só chegou ao 2o lugar porque a imprensa promoveu essa situação.
A imprensa sempre serve a uma máquina, e se fez a promoção do Lula como o segundo lugar na corrida presidencial, é porque a "máquina" o queria no páreo.

- FHC ficou 8 anos sem dar aumento aos servidores. Também fez diversas privatizações que assustaram a população. Também fez um Governo austero, ou seja, deu todos os motivos para o povo não querer reeleger FHC como presidente. Seu concorrente teria boas chances de ganhar, devido ao alto grau de rejeição a FHC. 

- Nas eleições de 2002, Serra recebeu documentos que comprovavam a existência do Foro de SP. Foram entregues por Olavo de Carvalho, fato narrado por este. Haveria um debate presidencial com Lula e assim Serra poderia ter utilizado tais documentos para revelar a existência do Foro. Isso teria lhe dado a Presidência, ou no mínimo a campanha do Lula ficaria bem abalada, mas Serra nada fez. Uma resposta provável para isso é: ele não quis ganhar as eleições. Essa é uma das mais fortes evidências da estratégia das tesouras.

- A população brasileira foi preparada para aceitar o Lula como Presidente, basta ver o que a imprensa publicava na época. Observemos a edição 1752 da Veja, de 22/05/2002, tem uma matéria linda do Lula *lá*. Se é verdade que a imprensa sempre obedece a uma máquina, o candidato da máquina era o Lula.

- Já para FHC, a imprensa não era tão favorável. Isso enfraquecia Serra, seu candidato. Nas fotos abaixo podemos verificar uma matéria da Veja sobre FHC: a imagem que faziam dele não era muito animadora. Fotos em cores escuras, ele sério, texto cheio de poréns.

- Serra sempre foi um candidato fraco para a Presidência, o menos carismático dos políticos. Por que foi escolhido para concorrer? Queriam que perdesse?
- Alkmin em 2006 também não era muito interessante para concorrer com Lula. Não fui ver os arquivos de Veja para conferir como cada candidato era retratado (depois vejo e comento aqui, se acrescentar algo), mas Lula estava com tudo, a economia ia bem (estávamos ainda na curva ascendente da crise), ele seria eleito de qualquer forma (a menos que revelassem a verdade sobre o Foro de São Paulo, mas o PSDB nunca quis fazer isso, nem por meio de laranjas).

- As eleições de 94, 98, 2002, 2006, 2010 e 2014 foram sempre polarizadas entre PT e PSDB. Será coincidência?

- O gov estadual em SP é sempre do PSDB. E por acaso desde 95, outra coincidência? Não seria um prêmio pela barganha? As eleições são manipuláveis e por isso não podemos saber se os Governadores foram eleitos com o auxílio de fraude ou por manipulação de candidaturas e campanhas (ao modo das eleições presidenciais).

- Observemos a postura de Aécio e FHC ultimamente. Só falta saírem em defesa de Dilma abertamente. Que oposição é essa?

***




Há vídeos do Enéas denunciando uns acordos de Lula e FHC com alguns poderosos, vi faz tempo mas acho relevante como peça para encaixar em algum lugar aqui. Mas não vou procurar agora, um dia vejo.

E os caras pintadas? Como a UNE conseguiu reunir tantos jovens naquela época? A UNE ia recolhendo, passava o scanner. Chegavam às salas de aula fazendo a chamada, todos se levantavam (loucos pra matar aula) e saíam às ruas, juntando-se aos outros estudantes que haviam sido chamados de outras escolas, todos sendo conduzidos a um lugar específico como rebanhos sendo pastoreados. Para nós, era uma festa. Não precisava nem saber quem era PC Farias (não sabíamos, mesmo). E já havia tinta lá, era só pintar a cara. Foi uma grande jogada de mkt.

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*Sobre o movimento estudantil, veja o que Lula fala no vídeo do avião:
"Mas por que eu cheguei onde (sic) cheguei? Porque eu tenho por detrás de mim um movimento.* Eu tenho por detrás de mim uma grande parte dos estudantes, do PT, a CUT, a base da igreja católica."

Isso demonstra que o movimento estudantil foi um dos fatores para o Lula ter chegado ao poder. Não vejo episódios que denotem a importância do movimento estudantil para o Lula, exceto na deposição de Collor em 92, que abriu espaço para Itamar e em seguida FHC, o que pela estratégia das tesouras teria sido o caminho para a chegada de Lula em 2002. 

Enfim, as coisas se encaixam.


Lula e Lindbergh Farias (líder dos caras-pintadas, hoje um político do PT)









Observando as fotos de FHC e Lula: Um sério, outro sorrindo com cara de vitorioso. Na foto dos candidatos, a expressão cansada de Serra e a expressão de vitorioso de Lula. Isso é mkt.

Outro detalhe, na matéria sobre o Lula tem várias passagens afirmando que ele mudou, chegando a comentar que ele não é socialista nem comunista nem social-democrata. Se nessa época o Serra apresentasse os documentos do Foro de São Paulo, hein? Será que Serra fez como Rubinho, que desacelerou naquela corrida de F1 porque havia sido acertado que a prioridade da vitória seria de seu colega de equipe?


Conheça o inserator

terça-feira, 27 de outubro de 2015

Nosso sistema eleitoral

Uma das coisas mais "incríveis" que existem em nosso país é o nosso sistema de votação. Posso dizer, sem receio de ser presunçosa, que sou uma das poucas pessoas que têm uma noção um pouco mais concreta do que é isso (eu e alguns poucos milhares que tiveram o interesse - perto de 205 milhões, não é nada!). Mas eu não gosto desse posto privilegiado de conhecimento, gostaria que todos soubessem o que eu sei. Sendo assim, deixo abaixo 3 vídeos fundamentais que, se vistos com atenção e com pensamento inclusivo (saiba o que é o jeito inclusivo de pensar, veja aqui http://sovouseeufor.blogspot.com.br/2015/09/sobre-o-costume-de-precisar-de-fatos.html),  serão suficientes para lhe dar a iluminação. O vídeo do Forum tem 4 horas; somado aos outros, o total é de quase 5 horas. Nem uma semana de novela... ;)
Ao final, conheça o inserator: a cereja do bolo. Aproveite!

1 - Estudo de Princeton


2 - Confiabilidade das urnas eletrônicas no Jurídico News



3 - 1 Fórum Nacional de Segurança em Urnas Eletrônicas


4 - O inserator

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

ENEM, um instrumento

Com a polêmica do marxismo cultural no exame do ENEM deste ano, lembrei de um vídeo da Marilena Chauí cujo trecho vale a pena postar aqui. Confira, entre 8:35 e 9:58 min, o que ela fala do ENEM, do vestibular e do sistema educacional brasileiro. Abaixo deixo a transcrição:



Transcrição:
"Que que significa o ENEM no longo prazo? No longo prazo o  ENEM significa o fim da indústria do vestibular. E ao acabar com a indústria do vestibular, significa forçar a reestruturação dos chamados grandes colégios, esses que têm franquia no Brasil inteiro e que não fazem outra coisa senão preparar os alunos através de um tampa-olho, preparar os alunos só pra o vestibular, só para o vestibular. E quando o ENEM funcionar a todo vapor, com todas as possibilidades para as quais ele foi criado, fizer a desmontagem do sistema do vestibular, fará junto com ele a desmontagem do sistema privado do ensino médio. Então é gigantesco isso. Portanto, uma mudança estrutural na educação brasileira está a caminho. E isso precisa ser levado em conta."

Então o ENEM, além de ser uma forma de testar e estimular a lavagem cerebral dos nossos jovens, também serve à desmontagem do sistema privado do ensino médio... que mais, será?

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Daquelas coisas que quase ninguém sabe: Crony Capitalism


http://www.againstcronycapitalism.org/what-is-crony-capitalism/


Crony capitalism and genuine capitalism, if not opposites, are fundamentally opposed. Unfortunately the broader public, to date, is largely unaware of this.
Crony capitalism is the marriage of the state and private special interests. Some people have called it corporatism, mercantilism, fascism, or even Communism.
We will call it crony capitalism.
By whatever name, it is phony capitalism.
Over the years the public has been taught that many of the problems it faces on a day to day basis such as the lack of jobs, rising prices, corruption in Congress, and so on are a result of capitalism.
If so, it is a perverted capitalism.
These unsavory realities are largely the result of government/private “partnerships.” Whether in banking, agriculture, housing, energy, transportation, manufacturing, or nearly any other facet of the economy, the “unsavory” parts are often the result of public/private collusion.
Why can’t you get any kind of return on your money in a CD, the traditional vehicle for retirees? Crony capitalism.
Why can Goldman Sachs, the largest investment bank, speculate in markets using newly printed government money that has been borrowed virtually for free? Crony Capitalism.
Why is Detroit a shadow, barely a shadow, of what it once was? Crony capitalism.
Why are there more farm regulators than farmers? Crony capitalism.
Why does Congress write laws that are longer than the Old Testament with obscure, impossible to understand language? Crony capitalism.
When the state and powerful private interests collude the result is a cocktail of market distortion.
Genuine capitalism in comparison, is quite simple. Capital is invested by individuals to further ideas and enterprises that the investor thinks will create a return on the money invested. If the enterprise in question is a good one, both investor and business owner win. If not- better luck next time.
It’s clear. It’s simple. It’s moral.
However, invariably once the state gets involved as investor, or “regulator”, things start to morph and twist. As sure as the sun rises, coercion and corruption rear their heads.
Crony capitalism can take many forms including regulatory capture ( regulated interests actually using government power to squelch competition), zoning, licensing, in some cases even copyright, and hundreds of other ways. The one thing all of these “tools” have in common, however, is that they are used by the politically connected few to extract money and power from the unconnected many.
Government gives a veil of legitimacy to actions taken by individuals and groups that would be considered unethical (at best) without government “permission.” More often government also uses its power to make everyone play along. If you break a law, you can go to jail.

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

"Agenda 2"... o máximo do cinema alternativo.

Em breve, em um cinema muito distante de você. Provavelmente, nenhum. 





(E a esquerda ainda prega que a direita domina a mídia... rs. Mais um item da desinformação, ao melhor estilo "acuse-os do que você faz".)

terça-feira, 20 de outubro de 2015

Denúncia ao MP - professor Mauro Iasi

No dia 07/06/2015, o professor (um professor!!!) Mauro Iasi fez um discurso de ódio em pleno 2 Congresso do Conlutas, em Sumaré-SP, quando citou um inocente poeminha de Brecht, falando em coisas como paredão, espingarda e uma boa cova. Isso está rendendo denúncias ao MP, eu já fiz a minha. Se você também é da opinião de que esse tipo de discurso é inadmissível e não deve passar incólume pela história do nosso país, denuncie você também. Abaixo disponibilizo o modelinho.

Vídeo do indivíduo... postagem de uma cidadã indignada como eu, que indicou o link para a denúncia ao MP.
https://www.facebook.com/mtvilela/videos/1482097305453367/?pnref=story

O link para a denúncia:
http://aplicativos.pgr.mpf.mp.br/ouvidoria/portal/index.html  

***
Modelo:

Data 07/06/2015
Local: Sumaré-PS, 2 Congresso do Conlutas

Descrição da manifestação:
Incitação à violência praticada pelo professor Mauro Iasi no 2 congresso da Conlutas, ocorrido em junho deste ano. Está amplamente divulgado na internet o vídeo em que ele "declama" um poema de Bertold Brecht e diz, referindo-se aos conservadores, representantes da oposição ao seu partido: “nós estamos dispostos a oferecer para você o seguinte: um bom paredão, onde vamos colocá-lo na frente de uma boa espingarda, com uma boa bala, e vamos oferecer, depois de uma boa pá, uma boa cova”.

Solicitação:
Solicito providências do Ministério Público quanto à atitude de incitação à violência praticada pelo professor Mauro Iasi no 2 congresso da Conlutas, conforme descrição acima. É inadmissível que um professor universitário diga isso impunemente. Espero que o MP dê a devida importância a essa questão. Grata.



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Texto do Senso Incomum sobre a estupidez do professor
http://sensoincomum.org/2015/10/18/mauro-iasi-e-uma-sociedade-mais-justa/
 

Postagem em destaque

CONTROLE DE OPINIÃO - UM BOM EXEMPLO